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Produção de pescado cresce 30 por cento em três anos



A produção nacional de pescado aumentou de 558 mil para 725 mil toneladas, entre 2022 e 2025, correspondendo a um crescimento de 30 por cento.

Neste domínio das Pescas e da Economia Azul, o Presidente da República, João Lourenço, destacou o papel estratégico dos recursos marinhos e das águas interiores para a diversificação económica, segurança alimentar, criação de emprego e geração de rendimentos para as comunidades costeiras e ribeirinhas.

Ao discursar na Assembleia Nacional sobre o Estado da Nação, quinta-feira, 15 de Outubro,  o Presidente João Lourenço referiu-se igualmente à evolução do consumo de pescado por habitante, que passou de 14,5 para 18 quilogramas por ano, aproximando-se da média mundial recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o Chefe de Estado, estes resultados contribuem para reforçar a segurança alimentar, substituir gradualmente as importações, fortalecer as cadeias produtivas nacionais e criar novas oportunidades de emprego e rendimento.

Neste momento, deu a conhecer que decorrem obras de reabilitação do Centro de Piscicultura de Ngolome, que vai promover a aquicultura e aumentar a produção em águas interiores, bem como a expansão da Pescangola, para reforçar a capacidade nacional de apoio à actividade pesqueira.

O Chefe de Estado também falou da construção da Lota de Pesca do Porto de Luanda e a reabilitação da Lota do Tômbua, iniciativas que visam melhorar as condições de recepção, conservação, comercialização e controlo da qualidade do pescado.

O projecto AFAP II foi igualmente mencionado entre as iniciativas de apoio à pesca artesanal e à aquicultura, com benefícios para as comunidades produtivas.

De acordo com João Lourenço, estes investimentos contribuem para melhorar a qualidade dos produtos, reduzir as perdas pós-captura, organizar os mercados e aumentar os rendimentos dos pescadores, armadores, operadores de aquicultura, comerciantes e consumidores.

Paralelamente, o programa Kalunga reforça o conhecimento científico sobre os recursos marinhos nacionais, apoiando decisões sustentáveis e orientadas para a conservação dos ecossistemas.

Já o Projecto Integrado de Fiscalização Pesqueira visa combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, e proteger os recursos naturais e a actividade económica formal.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.