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BGI Genomics: exame de fezes mais avançado permite detectar o câncer colorretal mais precocemente em toda a América Latina

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O câncer colorretal (CCR) representa um dos desafios oncológicos mais urgentes, mas também com maior potencial de prevenção e tratamento, na América Latina (LATAM). No México, os cânceres do trato digestivo continuam sendo uma das principais causas de mortalidade por câncer, enquanto o câncer colorretal ocupa a segunda posição entre as neoplasias malignas mais comuns nas populações latinas das Américas.

Essa crise decorre menos da falta de avanços terapêuticos do que de graves obstáculos ao diagnóstico. O intervalo mediano entre o início dos sintomas e o início do tratamento definitivo é de 7 meses. O atraso ocorre entre a avaliação clínica inicial e a confirmação do diagnóstico. Quando os sistemas de saúde dependem do surgimento de sintomas em estágios avançados da doença, o tratamento oncológico torna-se reativo, oneroso e, muitas vezes, paliativo. O COLOTECT®, da BGI Genomics, demonstra como o rastreamento não invasivo baseado na detecção de metilação epigenética pode identificar a doença precocemente, preenchendo essa lacuna diagnóstica antes que se perca a oportunidade de tratamento curativo.

O dilema da triagem diagnóstica

Apesar de a colonoscopia continuar sendo o padrão-ouro para avaliação do câncer colorretal, a infraestrutura da saúde pública na América Latina enfrenta grave escassez de salas de endoscopia e de gastroenterologistas especializados. Listas longas de espera ocupam recursos clínicos com casos sintomáticos de baixo rendimento, em vez de intervenções preventivas.

Para suprir essa lacuna, a detecção precoce não invasiva ganhou impulso regulamentar em todo o mundo, impulsionada pela aprovação de ensaios avançados de DNA fecal com múltiplos alvos e pela emergência de biópsias líquidas baseadas no sangue. Entretanto, o desempenho clínico varia conforme o nível de triagem.

Entre 2014 e 2026, a FDA aprovou vários testes moleculares avançados, incluindo análises de DNA sem células no sangue e plataformas de metilação de DNA fecal. Essas aprovações sucessivas demonstram que a detecção molecular precoce se consolidou como um procedimento clínico convencional.

Ampliando a triagem molecular na atenção primária.

Para mudar as curvas de sobrevivência em nível populacional, a triagem molecular precisa ser operacionalmente viável fora dos hospitais terciários. Ao serem projetados para implantação descentralizada, os ensaios epigenéticos transformam o fluxo de trabalho clínico. O COLOTECT® é um exemplo disso.

  • Interceptação biológica anterior: ensaios direcionados à hipermetilação em biomarcadores validados—como SDC2, ADHFE1 e PPP2R5C— detectam alterações celulares em adenomas pré-cancerosos muito antes que a presença de sangue visível leve à realização de testes imunoquímicos fecais tradicionais (FIT).
  • Acessibilidade ao nível da comunidade: a coleta de fezes indolor e não invasiva não requer preparo intestinal, jejum ou sedação. Dessa forma, as principais barreiras sociais e logísticas que reduzem a adesão aos exames de rastreamento em áreas rurais e carentes são eliminadas.
  • Otimização da Sala de Endoscopia:em vez de rastrear populações não selecionadas por meio de colonoscopia, os sistemas de saúde podem utilizar testes moleculares como um método de triagem. Dados do mundo real mostram que cerca de 80% dos indivíduos com resultados positivos na colonoscopia apresentaram anormalidades colorretais confirmadas.

A integração de testes moleculares não invasivos transforma a oncologia reativa em uma abordagem de prevenção proativa. Ao priorizarem indivíduos de alto risco antes de encaminhá-los a especialistas, os sistemas de saúde da América Latina podem eliminar as longas filas de espera para colonoscopias, reduzir os atrasos perigosos no diagnóstico e detectar o câncer colorretal em estágios curáveis. Essa medida transforma uma infraestrutura de triagem sobrecarregada em um sistema mais justo e que salva vidas.

Sobre a BGI Genomics

A BGI Genomics é líder mundial no fornecimento de soluções integradas de medicina de precisão, com sede em Shenzhen, China. Seus serviços estão presentes em mais de 100 países e regiões e atendem a mais de 2.300 instituições médicas. Em julho de 2017, a BGI Genomics (300676.SZ), subsidiária do Grupo BGI, iniciou oficialmente a negociação de suas ações na Bolsa de Valores de Shenzhen.

FONTE BGI Genomics